Escola Avelar Brotero lamenta a fraca adesão dos professores à educação sexual

29 11 2009

A lei n.o 60/2009, aprovada na Assembleia da República no dia 6 de Agosto estabeleceu o regime de aplicação de educação sexual em meio escolar no ensino básico e secundário com uma carga horária de 12 horas. No entanto, por falta de pessoal docente disponível, e pela recusa de alguns professores em aceitar a nova lei, a Escola Secundária Avelar Brotero está a ter dificuldades em cumprir com o disposto.
Uma das professoras do gabinete do aluno, Helena Dias Loureiro, docente de Inglês na escola, já anteriormente tinha manifestado o seu pesar pela falta de professores suficientes que possibilitem que a carga horária das aulas de educação sexual prevista por lei seja cumprida.
Neste momento são apenas quatro professoras e uma psicóloga a trabalhar neste projecto no âmbito da componente não lectiva da carga horária docente.
«É uma impossibilidade física, porque de facto somos poucas professoras a trabalhar neste projecto e isso não nos permite chegar a todos os alunos», explicou a professora de inglês, justificando o facto de as turmas de 11.o e 12.o anos de escolaridade não estarem ainda abrangidas por estas aulas. Até ao final do ano corrente o grupo de docentes só consegue facultar nove horas de aulas de educação sexual e apenas às 22 turmas do 10.o ano de escolaridade.
Quanto à posição da Direcção em relação a este projecto, o director da escola, José Armando Figueiredo, foi esclarecedor. «A Direcção está totalmente com as professoras, e queremos que as aulas avancem, elucidando os alunos sobre os afectos, sobre a sexualidade. Naturalmente é um ano que se inicia, temos poucas pessoas, vai agora haver uma formação, para formarmos mais pessoas e avançar com as aulas», afirmou o director, explicando que já antes de a lei ser implementada a escola realizava acções nesta lógica e que na impossibilidade de alargar o projecto a todas as turmas da escola, deu-se prioridade ao 10.o ano.
José Armando lamentou ainda o facto de haver professores que não concordam com a implementação destas aulas, por temerem que a componente não lectiva possa afectar a componente académica. «Essas pessoas são velhos do Restelo, mentalidades retrógradas», referiu, reforçando a importância da educação para a sexualidade enquadrada no âmbito da educação para a saúde ministrada no Gabinete do Aluno da escola.
Apesar das dificuldades inerentes ao processo, a direcção da escola e a professora afirmaram que a experiência até aqui tem tido um balanço positivo.

Diário de Coimbra – 28.11.2009





BiblioComVid@

29 11 2009

Este é o blogue da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Abranches Ferrão. (http://abranches-ferrao.blogspot.com/). Neste espaço pretende-se dar a conhecer as diversas iniciativas levadas a cabo por esta biblioteca- Pretende ser um espaço aberto a muitas letras, muitos livros e muitas ideias.





Projecto de Intervenção em Educação Sexual ESCOLHAS da Escola BS Dr. Pascoal J. de Mello, Ansião

29 11 2009
Exposição de livros e audiovisuais para trabalhar a Educação Sexual,
no pavilhão principal da escola-sede,
em articulação com a Biblioteca Escolar e com o Projecto Ler +

Espaço InFormaSaúde
no Bar dos alunos,
com exposições temáticas mensais,
dirigidas a toda a comunidade escolar
Gabinete do Adolescente

FátimaRLopes/Blog Experiências - 27.11.2009





Ministra da Saúde defende educação sexual nas escolas

29 11 2009

A ministra da Saúde defendeu hoje a introdução da educação sexual nas escolas como uma forma de sensibilizar as crianças e os jovens para a prevenção do VIH para reduzir o crescimento de novos casos.

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“A sexualidade é algo que faz parte da vida humana e deve ser falada nas escolas, com os professores, e em casa com os pais”, disse hoje Ana Jorge, à margem da inauguração do Centro de Apoio Domiciliário e Aconselhamento Psicossocial da Abraço no Porto.

Ana Jorge considerou prioritário reforçar a prevenção primária da infecção VIH, realçando que “no dia em que deixe de ser tabu falar da sida, as pessoas ficam mais atentas e aderem mais ao processo de prevenção primária”.

Em declarações aos jornalistas, a ministra da Saúde lamentou que “falar da sida continue a ser um tabu”, referindo os protocolos que existem com o ministério da Educação para “envolver os professores e os alunos a vários níveis de ensino, chamando a atenção para a prevenção primária”.

“Temos que intensificar esse trabalho de acções concertadas para sensibilizar as crianças e os jovens”, acrescentou.

Para Ana Jorge, “Portugal tem vindo a ter uma grande evolução do problema, mas ainda há muito trabalho a fazer”, considerando que a redução da taxa de mortalidade levou à desvalorização dos riscos.

“Hoje, morre-se menos mas não se pode descuidar a prevenção primária. O facto de a sida ser uma doença crónica levou a que muitas pessoas com comportamentos de risco a desvalorizem e não se protejam”, defendeu.

Ana Jorge falava à margem da inauguração do Centro de Apoio Domiciliário e Aconselhamento Psicossocial da Abraço no Porto, um espaço com o objectivo de responder às necessidades dos utentes do Grande Porto.

Em declarações à Agência Lusa, a presidente da Abraço, Margarida Martins, afirmou que este novo centro (nas instalações do ex-centro de saúde de Aldoar), funcionará em paralelo com o Centro de Apoio de Gaia e com a Casa de Acolhimento do Porto.

As instalações, que foram cedidas pela Câmara do Porto, destinam-se a apoiar todos os seropositivos e suas famílias.

Neste centro, disse Margarida Martins, vai ser possível dar apoio de emergência social, distribuir alimentos, encaminhar doentes, entre outros serviços.

Destak/Lusa – 28.11.2009





Formação PRESSE

26 11 2009

Entre 18 de Novembro e 20 de Janeiro decorrerá na escola sede do Agrupamento uma formação para os Directores de Turma de 5º ano, 6º ano e professores de Área do Projecto de 6º ano, no âmbito do Programa Regional sobre Educação Sexual em Saúde Escolar. Como formadores teremos a presença da Professora Ana Ribeiro, coordenadora da Saúde do Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa e dos Enfermeiros Alberto Santos e Helena Couto.

Gabinete Promotor de Saúde do Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa – 26.11.2009





9% dos casais portugueses são inférteis

26 11 2009

João Luís Silva Carvalho, professor da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) e autor do estudo AFRODITE, atribui maioritariamente o aumento da infertilidade nas mulheres portugueses ao adiamento da maternidade “por razões” económicas. 

O estudo apresentado hoje, na Ordem dos Médicos, no Porto, revela ainda que um terço das mulheres desconhece os motivos porque não engravida, atribuindo o problema a questões hormonais (48%) ou a alterações de ovulação (41%), muitas vezes um falso problema.

Segundo o autor da investigação, embora os portugueses reconheçam que a infertilidade é uma doença que a medicina pode ajudar a superar (71%), menos de metade das mulheres com este problema recorreram a uma consulta médica para o solucionar.

Entre os casais que comprovadamente sofrem de infertilidade, 61% admitem, contudo, já ter recorrido a ajuda clínica, sendo a procura de serviços públicos e privados equivalentes. 

Maioria é favorável a doação de esperma e óvulos 

Apesar de 84% dos inquiridos afirmarem saber o que é a infertilidade, quando interrogados sobre questões específicas (o que é um espermatozóide ou um óvulo?) o nível de conhecimento é diminuto.

Curioso é o facto de boa parte das pessoas ainda associarem os problemas de fertilidade a situações não relacionadas com a doença, como à vontade de Deus (39%) ou ao destino (31%).

52% dos entrevistados entendem ainda que o uso prolongado dos contraceptivos orais provoca infertilidade e 9% acredita até que o problema pode resultar do uso frequente do preservativo. ”Há muita falta de informação, daí ser últil que, a par da educação sexual nas escolas, os alunos fossem também alertados para a questão da infertilidade”, refere Silva Carvalho.

Agradavelmente surpreendido ficou o coordenador da investigação com a abertura dos portugueses em relação à doação de espermatozóides (68%) e óvulos (63%), ”mas não com a destruição de embriões sobranteas de tratamentos”.

A esmagadora maioria dos portugueses defende, por último, que o Sistema nacional de Saúde devia pagar (51%) ou comparticipar (43%) os tratamentos da gravidez clinicamente assistida.

A amostra do estudo AFRODITE foi constituída por mulheres 1638 e 601 homens, com idades compreendidas entre os 20 e os 69 anos, de todas as regiões do país. 

Expresso – 25.11.2009





Alunos do 12º esclarecem os mais novos

25 11 2009
Numa escola secundária da Covilhã, os alunos do 12º ano juntam-se aos professores nas sessões de esclarecimento sobre sexualidade. 

Na Escola Secundária Campos Melo, na Covilhã, os alunos de 12.º ano de Biologia e Psicologia juntam-se aos professores em sessões de esclarecimento dos colegas mais novos sobre sexualidade. O objectivo é prevenir comportamentos de risco.

O projecto foi convidado para o Intercâmbio Regional de Experiências da Associação para o Planeamento da Família (APF), amanhã, no auditório do Instituto Português da Juventude (IPJ) de Coimbra, um encontro onde serão apresentados projectos no âmbito da educação sexual em meio escolar.

As sessões do projecto “Campos Melo, uma Escola Saudável” são integradas no calendário escolar e abordam, além da sexualidade e do consumo de drogas ou álcool, temas como alimentação, exercício físico e violência em contexto escolar.

“Realizamos sessões para cada turma, dinamizadas por sete professores escolhidos para o projecto”, descreve a coordenadora do programa, Regina Conceição, que é professora naquele estabelecimento de ensino. Entre as sessões está a “formação de pares” organizada por alunos de 12.º ano (com o apoio dos docentes) que esclarecem os mais novos sobre o tema específico da sexualidade.

Sessões em espaço informal

As sessões, que integram o projecto de Educação para a Saúde desta escola, decorrem fora das salas de aula, num espaço com sofás e cadeiras coloridas, com ambiente informal e onde estão à mão folhetos sobre as matérias abordadas.

“O espaço funciona também como local de atendimento privado para alunos que queiram colocar as suas dúvidas num horário de atendimento pré-definido”, acrescenta. Para além destas sessões, o projecto dinamiza ainda outras acções ao longo do ano, sempre com o mesmo objectivo.

O consumo de substâncias como drogas e álcool é o assunto mais abordado pelos alunos, seguindo-se questões ligadas à sexualidade, explicam Fábio Pais e Cláudia Farias, alunos do 12.º e 8.º ano.

“A sessão com alunos mais velhos foi muito positiva, porque ao mesmo tempo conviviam connosco e deixavam-nos mais à vontade para falar de sexualidade, um tema que se trata de uma forma mais privada”, descreve Cláudia, de 13 anos.

Dúvidas sobre drogas e álcool

“Não são aulas, são actividades em grupo, com debate e jogos educativos sobre os problemas que podem aparecer. A informação fica mais assimilada”, destaca Fábio, de 17 anos.

Fábio não se surpreende com o avolumar de dúvidas sobre drogas e álcool: “Há muitas substâncias, com diferentes efeitos, e mesmo em relação ao álcool há sempre perguntas. Por exemplo: Beber só um copo faz mal?”.

Para Cláudia, a sexualidade “é o tema mais importante porque causa muito furor na adolescência” e acredita que as sessões são capazes de mudar comportamentos: “Sem dúvida, aprendemos a ser mais responsáveis.” Concluído o primeiro triénio do projecto “Campos Melo, uma Escola Saudável”, a equipa responsável está agora no arranque de um novo período de três anos (até ao ano lectivo 2011/12) em que espera que cada uma das 48 turmas receba seis sessões de esclarecimento.

“Temos um grande desafio pela frente com a implementação da lei de educação sexual nas escolas, que exige muito mais disponibilidade de tempo lectivo dos alunos”. Ainda assim, Regina Conceição espera que as sessões do projecto “possam continuar ou até aumentar”.

Expresso online – 24.11.2009





Graziela Raupp Pereira. Investigadora da UA lecciona no Brasil curso sobre «Práticas Educativas em Educação Sexual»

24 11 2009

Dirigido a investigadores e a alunos universitários das áreas de ensino, o curso «Reflexões e Debates sobre as Práticas Educativas Intencionais em Educação Sexual: questões e factos contemporâneos», vai ser leccionado pela aluna de Pós-doutoramento da UA, Prof. Graziela Raupp Pereira. A formação, a decorrer até Novembro, realiza-se na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis (Brasil).  


O curso insere-se no projecto de investigação «Formação de Professores em Educação Sexual: comparação das realidades portuguesa e brasileira», iniciado em Outubro de 2007, em Portugal, pela Prof. Graziela Raupp Pereira.

Tendo como destinatários alunos universitários dos cursos de ensino e a investigadores, esta formação pretende contribuir para clarificar algumas das principais dificuldades/preocupações dos futuros professores, apresentadas no decorrer da pesquisa de Doutoramento, efectuada pela investigadora. Graziela Pereira elege como temas essenciais a adaptação dos conteúdos de Educação Sexual, a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e VIH/SIDA e a adopção de estilos relacionais saudáveis e responsáveis.

Este projecto é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), e conta com a supervisão do docente do Departamento de Ciência das Educação da UA, Prof. Carlos Fernandes da Silva, e de professores  das Universidades do Minho, Estado de Santa Catarina e Estado do Rio de Janeiro.

Dirigido a investigadores e a alunos universitários das áreas de ensino, o curso «Reflexões e Debates sobre as Práticas Educativas Intencionais em Educação Sexual: questões e factos contemporâneos», vai ser leccionado pela aluna de Pós-doutoramento da UA, Prof. Graziela Raupp Pereira. A formação, a decorrer até Novembro, realiza-se na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis (Brasil).

 

Jornal da Universidade de Aveiro online – 24.11.2009





Educação sexual: maioria das escolas sem “disponibilidade” e “apoio técnico”

24 11 2009

O desenvolvimento sexual das crianças começa à nascença

As escolas com educação sexual “são uma minoria” porque os professores “não têm disponibilidade para os projectos e falta apoio técnico”, disse à Lusa fonte da Associação para o Planeamento da Família (APF).

O diagnóstico da psicóloga Vera Carnapete é traçado com base no contacto com escolas, pais e professores a que a APF dá formação e cujos projectos de educação sexual vai reunir num encontro que terá lugar quarta-feira em Coimbra.

Em Agosto foi publicado em Diário da República o diploma que estabelece a aplicação da educação sexual nos estabelecimentos de ensino básico e secundário, que ainda carece de regulamentação, mas que “já levou muitas escolas a organizarem-se no sentido de garantirem os respectivos programas e actividades”.

O envolvimento das escolas tem-se expressado “num elevado número de pedidos de apoio à APF, na aquisição de materiais pedagógicos, no pedido de realização de acções de formação e de aconselhamento técnico para o desenho e implementação destes programas”.

Ao contrário das disciplinas em que os conhecimentos a leccionar se apresentam de forma objectiva, na educação sexual “nem sempre há respostas certas e erradas: dizem sempre respeito a cada contexto pessoal, o que pode fazer com que os professores se sintam mais desajustados”, afirma Vera Carnapete. Assim, “a falta de apoio técnico é a principal dificuldade” que enfrentam as escolas.

A associação manteve um protocolo com o Ministério da Educação entre 2000 e 2006 neste âmbito que “gostaria de retomar”: “Ficou uma lacuna por preencher”, afirma a psicóloga.

Por outro lado, “os professores queixam-se de falta de disponibilidade para pensar nestes projectos”, acrescenta.

Apesar da ausência de regulamentação da nova lei, “tal não poderá nunca ser invocado para obstaculizar ou não se avançar na organização de programas e actividades de educação sexual já no presente ano lectivo”.

“As linhas orientadoras existem desde 2000, lançadas pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, com os objectivos e pistas sobre a metodologia a aplicar. A única coisa que a nova lei vem fazer é dizer a carga horária que deve ser adaptada”, acrescentou.

Segundo o diploma, esse horário não deve “ser inferior a seis horas para o 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo do ensino básico e secundário”.

No entanto, quando chega a hora de o aplicar, “a formação base dos professores não existe e ficam um pouco aflitos com receio de não usar a estratégia mais adequada”. “Quando fazemos acções verificamos que os professores se sentem desacompanhados”, sublinhou.

Vera Carnapete incentiva o trabalho em conjunto com as famílias, “que os professores por vezes receiam”. Mas a experiência da associação mostra que as famílias estão dispostas a contribuir para os projectos de educação sexual nas escolas.

A psicóloga aponta um exemplo concreto em Seia, “em que há actividades que estão a ser planeadas em conjunto com os pais”.

Entre a “minoria” de escolas que cumprem a lei, a associação organiza anualmente intercâmbios de experiências. O próximo está marcado para quarta-feira, no auditório do Instituto Português da Juventude em Coimbra, com 75 professores da Região Centro inscritos.

Desde Janeiro, a APF já prestou acções de formação e apoiou 48 escolas, 479 professores e 388 pais e encarregados de educação na Região Centro.

Público – 24.11.2009





Concurso “A minha escola e a prevenção da infecção VIH”

17 11 2009

Decorreu no passado dia 7 de Outubro no Fórum Cultural de Ermesinde a entrega dos prémios do concurso “A minha escola e a prevenção da infecção VIH” dinamizado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida e pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e teve como objectivo estimular a realização de projectos de educação para a saúde na área da prevenção da infecção VIH nas escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.

Apresentaram-se a concurso 216 candidaturas de escolas básicas e secundárias de todo o país.

Foram consideradas válidas para avaliação 117 candidaturas – 79 do ensino básico e 38 do ensino secundário.

De acordo com os critérios previstos em regulamento, a análise dos projectos teve em consideração o desenvolvimento de trabalhos que informassem os alunos relativamente às características da infecção VIH/sida, às vias de transmissão, aos riscos para a saúde e às formas de prevenção. A apreciação do júri valorizou os trabalhos em que é incutida a prevenção dos comportamentos de risco e a adopção de estilos de vida saudáveis e que sublinham a importância da não discriminação e do respeito pelas pessoas que vivem com VIH. A avaliação teve ainda em conta a participação dos alunos, os meios utilizados, os públicos-alvo atingidos e o tempo de duração e execução do projecto segundo critérios de relevância, criatividade, tipo de divulgação e resultados.

 

O júri atribuiu os prémios às seguintes escolas:

ENSINO BÁSICO

1º Prémio Escola EB 2/3 Dr. João Barros, Figueira da Foz

3º Prémio Escola EB 2/3 D. Manuel I,  Santarém

Inovação: Escola EB 2/3 Evaristo Nogueira, S. Romão

ENSINO SECUNDÁRIO

1º Prémio Escola Secundária de Ermesinde

3º Prémio Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, Portimão

Inovação: Escola Secundária c/ 3º ciclo D. Manuel I, Beja

No final Maria do Céu Machado alta comissária para a saúde salientou a importância da escola e no que ela representa no conhecimento dos problemas da sida e o papel que os alunos e os professores desenvolveram durante todo este tempo numa envolvência preventiva e de conhecimentos muito importantes para o nosso futuro. Vejo em todos vós uma alegria contagiante, uma claque por estilos de vida saudáveis, que não se cansou de aplaudir todas as escolas premiadas… Confesso que gostaria muito de ter visto hoje aqui uma exposição de todos os trabalhos apresentados, premiados ou não, porque deles resulta muito do trabalho desenvolvido, muitas horas dedicadas a aprofundar um problema sério. Não vos quero maçar muito com discurso elaborado, mas antes dizer que sou responsável pelo Plano Nacional de Saúde, e no caso concreto dizer que no que a todos nós diz respeito é muito importante intervirmos na prevenção. Eu sei que vocês estão fartos de ouvir falar de estilos de vida saudável, o que devemos ou não fazer, mas continua a ser importante que saibamos escolher o nosso melhor caminho, e pensar que as doenças sexualmente transmissíveis está na vossa mão, não podemos ignorar algumas regras…Prevenir é saber, é conhecer as regras e os limites do nosso comportamento…vocês são muito importantes por isso continuem a discutir e a participar na família na escola e com os amigos os vossos problemas. Esta iniciativa este projecto deve ser repetido, para que o futuro possa sorrir a todos nós…

AIDS Portugal – 13.11.2009